GRUPO LIDERADO POR ATLETAS CONTA COM AJUDA DA FENAPAF

em 04/07/2017 por Priscilla Neuhaus

Com a extinção do Bom Senso, grupo que atuou entre 2013 e 2016 em prol dos jogadores, surgiu um novo movimento com o mesmo objetivo, porém agindo de forma mais prática e clara, denominado Clube de Capitães. Constituído por atletas que também tinham força no primeiro grupo, como Paulo André, Fernando Prass e Lúcio Flávio, o Clube de Capitães tem se tornado mais próximo da Federação Nacional dos Atletas Profissionais de Futebol. Ideias são debatidas através de um grupo criado no WhatsApp e conta com cerca de cem atletas representantes de diferentes clubes que atuam nas séries A e B. 

No Bom Senso o posicionamento era mais político, já no Clube de Capitães as reivindicações são mais pontuais. Uma delas é fazer pressão contra medidas que venham a atingir negativamente os direitos dos atletas, como por exemplo, alteração na cláusula compensatória em caso de rescisão de contrato de jogadores. Lúcio Fávio que atualmente joga na série C pelo Joinville disse "Com o Bom Senso era muito difícil conseguir alguma coisa, faltava representatividade. A aproximação com a FENAPAF ajudou. Hoje também temos uma causa geral mais clara". 

Outras mudanças reivindicadas pelo grupo preveem o não fracionamento das folgas e das férias. Os atletas também defendem que os salários devem ser registrados integralmente nas carteiras de trabalho, sem o pagamento do direito de imagem, que pode corresponder a até 40% da remuneração mensal do atleta, de acordo com a Lei Pelé. Isto porque na percepção deles não existe vantagem em receber direitos de imagem uma vez que sofrem tributação igual a que é aplicada sobre o salário,  e tendo em vista, também, o atraso frequente destes pagamentos.

Apesar das manifestações do Clube de Capitães serem mais brandas do que as praticadas pelo Bom Senso, o presidente da FENAPAF, Felipe Augusto Leite, não descarta a possibilidade de uma greve.